Por Telmo Fonseca. Fotos de Isaac Barradas e João Angerino

Advertência aos leitores: aqui o vosso escriba tem saído menos à rua que o habitual, pelo que a minha participação em eventos tem sido alvo de um escrutínio maior. Chamem-lhe velhice, PDI, compromissos pessoais, familiares ou profissionais… o que é certo é que a disponibilidade não abunda da mesma forma que em outros tempos, e os eventos em que participo têm sido escrupulosamente escolhidos a dedo.

Tendo hipótese de participar em apenas 3 ou 4 sessões de bagada por ano, urge pensar muito bem onde me vou meter ao barulho. E com a agravante de ter deixado passar o famigerado Oscar Mike III, não podia faltar ao 1914.

E o que é o 1914?

O 1914 é uma espécie de devaneio mental do género “fazemos assim só porque sim” por parte da direção da ALA-APD que, findas as atividades planeadas para a época, envolve-se anualmente num evento cujo principal enfoque são os seus associados – mas não só – e que pretende fechar com chave de ouro e quase que agradecer-lhes por fazerem parte da associação.

Como? Com um evento semi-exclusivo para associados ALA – que embora não seja “fechado” aos restantes, não implica custos para os primeiros – onde existe um módulo de jogo “out-of-the-box” inspirado na Primeira Guerra Mundial, culminando com ofertas e almoço. De borla, note-se!

Sim, leram bem. Jogo, logística, organização, seguro, crachás, bifanas e bebidas, tudo a custo zero para o participante. E com isso pretende marcar a diferença e passar uma mensagem clara: a associação é de todos os associados. Pelo menos, essa foi a justificação que me foi transmitida, e que eu próprio tive a oportunidade de ver no terreno.

Realizado no esquizofrénico terreno dos Camarões, com um módulo bastante interessante, e com muita gente que eu pessoalmente gostei bastante de rever, estava lançada a receita para uma manhã e metade de uma tarde muito bem passadas.

Mais imortal, menos imortal, e a coisa até tinha tudo para ser perfeita, mas neste campo remeto-me à persistência generalizada em olhar para este tipo de situações e pensar que é “perfeitamente normal”. Ainda assim, casos claramente insuficientes para criar a mais pequena nódoa num evento que eu, pessoalmente, achei excelente e no qual me diverti milhões.

Já tinha sido associado da antiga FPA, que depois passou a ALA-APD. Entretanto saí para integrar outros projetos e recentemente – por questões que apenas a mim me dizem respeito – voltei às fileiras da Associação Lusitana de Airsoft.

Admito que, por agora, me encontro pessoalmente satisfeito com aquilo que eram as minhas expectativas em relação a esta associação, sendo que o 1914 veio acrescentar pelo menos mais um argumento claramente positivo.

Ou seja, de entre as três ou quatro sessões de distribuição de PVC a que tenho direito por ano, acho que escolhi esta muito bem.

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