Por Telmo Fonseca

Em parceria com a loja Combate Virtual, e inserido no programa ICS Captains, a 6mm Portugal esteve a esmiuçar ao mais ínfimo detalhe a nova CXP MARS, com o seu gatilho eletrónico e muitas outras características que fazem dela uma das melhores AEG do momento.

Os grandes argumentos de venda

Há muito tempo que os utilizadores de ICS esperavam por um gatilho eletrónico de origem. Várias marcas já optaram por equipar as suas RAFPPR com este sistema, que nem sempre é compatível com as gearboxes proprietárias da ICS. Pelo menos, sem algumas modificações que nem toda a gente sabe efetuar corretamente. Depois, existem ainda outras características que fazem do conjunto uma arma muito bem equipada de origem, algo que justifica o elevado preço de origem. A saber:

  • Gatilho eletrónico programável, com modo full auto e burst três BB
  • Blowback elétrico
  • Construção full metal em alumínio, por CNC e anodização
  • Split gearbox
  • Sistema de troca rápida de mola
  • Câmara de hop-up em metal

Ou seja, a ICS não fez qualquer compromisso com esta RAFPPR: tudo o que a marca de Taiwan tinha de melhor para lhe meter… está lá!

O que vem na Caixa

Além, obviamente, da arma, na caixa vem ainda um high cap personalizado, um saco de BB high grade, um completo folheto de instruções, alguns rails adicionais para o fuste Keymod, e uma ferramenta para desmontar o cano externo.

Construção de alta qualidade

Segunda a própria ICS, o corpo da MARS é construído em alumínio de alta qualidade, cortado por CNC, e posteriormente anodizado, processo que lhe confere um acabamento e uma resistência superiores. E isso nota-se particularmente no fuste Keymod. Além de ser bonito e ter um acabamento excelente, é ainda bastante leve, sendo que o conjunto total de todos os componentes não chega aos 3 quilogramas de peso.

A coronha proprietária MTR tem um design leve e ergonómico, é ajustável em várias posições para maior conforto, e tem ainda um ponto para bandoleiras de sistema QD (Quick detach). A MARS conta ainda com miras Flip-up em ABS.

Todo o conjunto tem um design arrojado, que caracteriza o próprio acrónimo MARS (Modern Assault Rifle System).

Internos de topo

O gatilho eletrónico é, obviamente, o centro das atenções deste modelo. Ao estar instalado dentro da lower gearbox, poupa espaço no resto do conjunto. Este gatilho eletrónico é programável, sendo que ao manter premido o gatilho em modo single shot durante uns segundos, o motor envia um par de vibrações para assinalar que se alternou entre modos de tiro: full auto ou burst de três tiros. Destaque ainda para a função de diagnóstico de todo o sistema que, através de um código de luzes, indica se tudo está afinado e a funcionar corretamente.

Além do gatilho, na lower gearbox encontramos ainda os componentes habituais das ICS, tais como as gears em aço reforçado que, devo destacar, na RAFPPR analisada, trazem uma excelente shimming de origem, algo que não é de todo comum encontrar. Sem folgas, e bem lubrificada, denota um grande cuidado com o controle de qualidade com esta arma.

Na upper gearbox destaca-se o sistema de blowback elétrico, que funciona de forma irrepreensível. Pessoalmente, não sou muito adepto deste tipo de sistemas, porque na generalidade das RAFPPR no mercado apenas acrescentam mais componentes que acabam por partir ou avariar. Mas no caso da MARS, o funcionamento é simples e eficaz e, creio eu, não deve causar grandes problemas.

O pistão é em ABS, reforçado com cinco dentes em aço, algo nem sempre reúne consenso entre todos os utilizadores. Há quem prefira os pistões totalmente em aço para utilização de baterias 11.1V. Pessoalmente, eu prefiro este tipo de pistões por uma questão simples: se algo tiver de se estragar, prefiro que seja um pistão de 10€ que uma gearbox de 60€.

Destaque ainda para o sistema de troca rápida de mola, algo que se tem vindo a popularizar em quase todas as marcas, e que chega agora também à ICS. A troca de mola procede-se em pouco mais de três segundos, bastando para o efeito abrir os receivers e, com uma chave sextavada, premir a guia de mola para dentro, rodar e extrair a mesma. Guia de mola esta que também já vem equipada com um rolamento.

Ainda nos internos, a ICS equipou a MARS com a sua câmara de hop-up em metal, algo que deve ser destacado, já que as câmaras de hop-up em plástico da ICS sempre foram o “calcanhar de Aquiles” da marca, tendo em conta os problemas que habitualmente davam. Creio que o cano interno que acompanha o conjunto é de precisão, mas não tive forma de o medir.

É ainda importante referir um facto muito interessante sobre as ICS: todos o parafusos dos internos têm fluído thread-locking, algo raro de se encontrar em outras marcas.

Grande perfomance “out of the box”

340 FPS, com uma variação de 0,5 FPS. Eu repito: uma variação de 0,5 FPS, de origem, sem intervenções posteriores. E isto é algo que não é nada fácil de encontrar em nenhuma RAFPPR de origem. Neste ponto, i rest my case!

A precisão desta arma é soberba, a cadência de tiro é simpática, muito graças também ao gatilho eletrónico. E isto quer com baterias 7.4V ou 11.1V: funciona bem com ambas. O alcance é aquilo que se poderia esperar de uma arma muito bem equipada e afinada de origem: soberbo.

Conclusão

Só encontrei dois defeitos na arma analisada: um cabo levemente moído junto à bevel gear – daquelas coisas que acontecem quando se insere o motor dentro do punho – e preço do conjunto, que quase chega aos 500€. Ainda assim, perfeitamente justificável tendo em conta a quantidade de características e qualidade do equipamento na CXP MARS SBR.

Creio que esta RAFPPR vai vender bem, uma vez que tenho encontrado outras marcas igualmente caras, mas que nem de longe vêm tão bem apetrechadas.

Recomendo vivamente para um jogador exigente, que queira o que de melhor se pode adquirir para jogar Airsoft.

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