Por Leal Rodrigues (com prólogo de Telmo Fonseca)

Sobejamente conhecido na nossa comunidade, quer pela antiguidade enquanto praticante, quer pelo legado que nos tem vindo a deixar nos vários papéis que tem desempenhado em prol do Airsoft, e dos quais se destacam a atual vice-presidência da Associação Portuguesa de Milsim e Airsoft, APMA-APD, a organização anual da Op. Nova Madrugada e de múltiplas provas de Tiro Prático de Airsoft (e ainda enquanto fundador e gerente da antiga loja de Airsoft Impact Zone), o Leal Rodrigues é, acima de tudo, uma das pessoas mais íntegras e corretas que esta modalidade já me permitiu ter o prazer de conhecer.

E enquadro desta forma o profundo sabor agridoce com que publico este texto que o Leal me fez chegar. Por um lado, em forma de apelo a todos os que, em última análise, sairão beneficiados de uma clarificação que já só peca por tardia, e fruto do habitual “deixa-andar-que-não-foi-comigo”. Por outro, triste pela situação em si, e que passo a contextualizar:

O Leal, praticante de Airsoft de longo currículo e Vice-Presidente de uma APD, foi participar numa “prova de Airsoft” oficial organizada por essa mesma APD. Eis que ocorreu uma normalíssima – até mais ver – fiscalização das RAFPPR na referida prova, e à qual o Leal se prontificou para apresentar a sua RAFPPR devidamente pintada nos moldes que todos nós acreditávamos estar em conformidade.

A mesma RAFPPR foi, ainda assim, apreendida. E agora o Leal quer saber porquê. E todos nós também deveríamos querer saber porque é que a RAFPPR do Leal foi apreendida.

“Caros praticantes de Airsoft,

Havendo passado muitos milhares de horas de agradável prática desta nossa modalidade, e umas outras tantas, como essas na frente associativa e organizacional da mesma, tive, no passado dia 05 de Novembro de 2017, a pior de todas elas.

Como outros tantos praticantes, senti-me tratado como um vulgar criminoso, tanto na forma como fui abordado e tratado, como na forma como me senti despido da minha dignidade e cidadania, ao ver a minha prática desportiva ser interrompida e, ainda que estando convencido de estar perfeitamente legal, e havendo conscientemente levado a cabo todos os esforços para cumprir esse mesmo estado de legalidade, vi a minha réplica ser apreendida.

Por estar convencido de haver sido vítima de uma injustiça, até mesmo de uma perseguição aos praticantes desta modalidade, que veio criar um clima palpável de receio em toda a comunidade, estou mais do que disposto a avançar com esta causa em sede própria, ou seja, em tribunal, tenciono efectivamente levar esta intenção às suas ultimas consequências, não apenas como forma de mostrar a injustiça de que fui vítima, mas também como forma de levantar o peso do sentimento de perseguição, perfeitamente indigno, que nos foi imposto.

Venho assim, apelar a toda a comunidade, encabeçada pelas APD em que esta se concentra, até que se mobilize e me ajude a financiar este esforço, aproveitando assim o mote que foi recentemente lançado por uma delas. Como tal serão criados os mecanismos de “Crowd Funding” ou, até mesmo, a criação de jogos para recolha de fundos.

Fica desde já disponível o meu e-mail para contacto:

vimapa.leal@gmail.com

Não posso deixar de agradecer à 6mm, o nosso ponto de informação de excelência pela oportunidade de falar pessoalmente a cada um de vós, acerca desta causa, que embora me afecte directamente, considero ser de todos nós.”

Fica o apelo. Mais informações sobre o mesmo tema aqui, aqui e aqui.

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