Por ALA-APD

A Op. Shemagh 17 é um jogo da ALA Events que ocorreu o passado dia 18, em Cabeço de Montachique, perto de Mafra, na Escola da Armas do Exército onde teve também lugar a Op. Lobo, jogo esse solidário para ajudar o Lobo Ibérico, e onde angariámos uma verba simpática para colaborar na campanha de um lar para os Lobos Ibéricos nesse concelho, com condições para garantir o seu nicho de vivência.

A Associação Lusitana de Airsoft colocou a sua lágrima no oceano desta grande causa. Na época, há dois anos, a história do evento pautava-se em aproveitar situações reais que estavam a ocorrer em Itália e ainda hoje ocorrem, onde refugiados podem de facto fazer-se acompanhar por células terroristas.

Uma destas células tinha aprisionado civis numa cidade, e uma força ISAF teria a missão de conseguir capturar o líder tribal, o Al – Mukhtar, sem ter demasiadas baixas, já que a cidade continha reféns. Portanto, teria que ser uma infiltração e um combate muito concertado.

Mas mercê de contactos certos, este líder, na história do evento, conseguiu evadir-se aos operacionais ISAF.

Na nossa história desde ano, tinha sido avistado por serviços secretos a Norte do Iraque, como terrorista, e era necessário efectuar a captura do Al – Mukhtar. Para tornar a história ainda mais atraente, este tinha na sua posse ogivas de guerra biológica com vírus, e só através de algumas missões se conseguiria o antídoto.

Existiu roleplaying, e houve equipas de que desempenharam na perfeição o seu papel. Uns de uma forma mais combinada, e outros de uma forma mais espontânea. Referimo-nos ao café jogável, onde ambas as facções tinham que recolher informação como civis. Neste papel de informações de troca e venda, estava a Legião Estrangeira, que fez a reencenação de um café árabe, vendendo e contrabandeando, vendendo Coca-Cola com dinheiro falso do jogo. Tudo á boa maneira dos serviços secretos.

No decorrer do jogo, e aproveitando o cenário de poderem circular pelo evento como civis sem armas, tendo que apresentar salvo conduto sempre que solicitado, destacaram-se pelo insólito e pelo divertimento que proporcionaram a quem queria entrar no roleplaying. Referimo-nos aos Ghost Fiction Soldiers. Ambas equipas estiveram soberbas na reencenação!

O Jogo era constituído por missões, personagens relevantes e zonas de controle e aquisição de itens que se relacionavam entre si. Toda esta dinâmica em 4 horas de jogo, das 16H ás 20H.

Este campo não era conhecido da ALA Events, e a sua utilização devemo-la quer aos A.C.S – Airsoft Comando Squad quer aos RDI – Rapazes do Inferno, a quem desde já endereçamos os nossos cumprimentos e agradecemos imenso. Estas duas as equipas foram extremamente prestáveis quer em jogo quer nos actos preparatórios para o evento, semanas antes, estando presentes nos reconhecimentos que fizemos. Nos contactos com a instituição e a devida autorização devemo-los a vós. O nosso muito obrigado.

As fotos foram e são sempre uma mais valia, e nesta função tivemos o Legionário João Angerino, que passou um calor enorme premindo pelo campo a sua máquina fotográfica. Camarada, o nosso muito obrigado.

Mas nem tudo foram rosas, e seria inadequado não se abordar no rescaldo uma situação que felizmente é excepção nos nosso jogos.

Tivemos conhecimento, em pleno jogo, já com a situação estava sanada, de um jogador que ao disparar a sua pistola, violando todas as regras, o fez a curta distância, tendo a BB ficado alojada na face do Jogador Sandro Crespo dos D.A.Z.O..

Esta situação, ainda que singular, deixa qualquer organização de eventos apreensiva e triste com os acontecimentos, embora tenhamos acautelado tudo o que pudemos no Check-in.

Toda esta matéria será tratada em sede disciplinar, pelo que por agora nos remetemos ao silêncio sobre a mesma.

Todavia, todas as situações podiam ser evitadas se os jogadores novatos fossem acompanhados através de Workshops obrigatórios para a prática da modalidade nas respectivas APD. Esta realidade ainda que possa quiçá ser equacionada, vem ainda longe ou para lá do horizonte. Mas dá que pensar!

O que queremos para e como queremos o Airsoft daqui a 4 ou 8 anos? O Airsoft não é Paintball, e fazemos votos que nunca o seja, pelo que, na nossa humilde opinião, o Airsoft passa pela consciencialização e uso de procedimentos de segurança – a nossa e a de terceiros – e nunca pelo uso de máscara obrigatória.

Contudo, este incidente não estragou a disposição dos jogadores, e muito menos o jogo, e todos jogaram até ao fim com encontro agendado no bar, para as bifanas, rissóis e outras iguarias.

Este foi um jogo ALA – Events a custo zero para os nossos associados, como de resto tínhamos assumido em Janeiro, na mensagem de Ano Novo. Mas sabem que mais?

Al – Mukhtar, encontra-se a monte pelo menos até 2018…. e a ALA Events vai de férias até Setembro!

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