Por Telmo Fonseca

São os “Soldados da Fortuna” dos tempos modernos e, mesmo sendo-lhes atribuída a conotação de mercenários, é uma indústria em crescimento, que representa 100 biliões de dólares ao ano, e atua um pouco por todo o mundo, particularmente em zonas hostis.

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Desde que existe guerra, existem indivíduos contratados fora das fileiras militares para desempenhar tarefas específicas. A ideia de “mercenário” não só carrega consigo uma conotação negativa, como é inclusivamente proibida pela convenção de Genebra.

O final da Guerra fria libertou muita da massa humana que veio a fazer falta anos mais tarde com as repetidas incursões bélicas na zona do Golfo Pérsico, surgindo assim várias empresas que se dedicaram a recrutar indivíduos altamente treinados, regra geral oriundos de unidades militares, reconvertendo-os em operacionais a soldo para companhias privadas, desempenhando funções semelhantes a polícias ou soldados, embora a uma escala mais pequena, protegendo pessoas e bens em locais onde essa função seja necessária.

Podemos encontrar PMC (Private Military Contractors) a guardar poços de petróleo no Iraque, a pilotar helicópteros na Colômbia, a treinar militares locais na Nigéria, ou a providenciar segurança pessoal ao Presidente do Afeganistão, entre muitos outros exemplos. Existem inclusivamente antigas forças militares que foram totalmente reconvertidas em companhias privadas.

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As regras de empenhamento de um PMC são totalmente diferentes de um soldado regular, já que as leis internacionais impedem-nos de conduzir qualquer ação ofensiva contra terceiros, podendo apenas utilizar a força para se defenderem a eles próprios ou ao objeto do seu contrato.

Não obstante, estão ainda assim sujeitos ao código e à disciplina militar. São soldados de alta qualidade, contratados a preços elevados, e que muitas vezes pagam do seu próprio bolso pelo equipamento tático que utilizam como ferramentas de trabalho, embora lhes seja designado algum desse material pelas companhias que os empregam.

Embora participando em ações militares, muitas vezes em conjunto com forças governamentais, não se podem confundir com os últimos, pelo que não comungam de fardamento ou da heráldica, e procuram muitas vezes equipamento específico adaptado à missão a que foram designados.

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A estética PMC tem atraído muitos adeptos de Airsoft, por fugir precisamente às convenções militares, aplicando-se antes um loadout mais “cool” e descontraído, regra geral minimalista, onde não existe forma sem função.

A ambiguidade dos papéis de herói ou vilão pouca influência tem nas escolhas de personagem a reencenar. Se a isso acrescentarmos a popularização dos Contractors em alguns videojogos, e a proliferação de opções de equipamento não utilizado por forças regulares, mas de ar moderno e funcional, temos a receita perfeita para um grande “boneco” de Airsoft.

O loadout PMC é, acima de tudo, um loadout com pouco equipamento, mas todo de topo, e com um ‘look’ tão diferente quanto funcional!

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