Por Telmo Fonseca

A Devgru tem surpreendido o mercado com algumas propostas verdadeiramente refrescantes. Partindo de uma plataforma sobejamente conhecida, a DVG36 traz-nos ainda mais por um valor perfeitamente enquadrado à qualidade que oferece. A prova disso é o inteligente sistema de blowback que equipa esta arma, entre outras características que passamos a descrever.

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Criada no início dos anos 90 pela casa Heckler & Koch, a espingarda de assalto de calibre 5.56x45mm NATO veio substituir a não menos mítica G3, estando hoje disseminada um pouco por todo o Mundo. O seu fabrico em polímero, funcionamento irrepreensível e baixo recuo, fazem dela uma arma quase perfeita para todo o tipo de situações. É muito leve, compacta e prática, e a sua réplica adapta-se de forma genial ao Loadout aqui proposto.

O corpo da DVG36 é fabricado em polímero ABS, com uma qualidade de acabamento diferente do comum, e no qual estão incrustados os trademarks da Devgru. O toque é agradável, e nada range ou abana. O único detalhe que provoca algum constrangimento tem que ver com a excessiva leveza desta arma, se é que isso possa ser um problema.

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A coronha é rebatível, o que numa réplica tão compacta como esta, auxilia não só ao transporte, mas também a uma utilização em espaços mais confinados. Os três rails frontais de 20mm em metal permitem ancorar todo o tipo de acessórios, estando ainda disponíveis pontos de ancoragem de bandoleira quer na frente quer na traseira da arma. O guarda-mãos amovível por um único pino de encaixe esconde um espaço considerável para alojar uma bateria. Ambas as miras mecânicas são fabricadas em ABS, embora a traseira contenha alguns elementos em metal, e seja totalmente ajustável.

No seu interior encontramos uma gearbox de tipo III com rolamentos de 7mm, mas com algumas modificações, a começar pelo engenhoso sistema de blowback, que de forma simples e inteligente, e através de duas peças que ancoram ao topo do coração da máquina, permite que a cada ciclo de movimento do pistão a janela de ejeção e o manobrador da culatra sejam arrastados ruidosamente, de forma simples e eficaz, sem percas de ar ou engenharias complexas, susceptíveis a avarias, que podemos encontrar em outros modelos. Este sistema inclui ainda uma função de bolt release, através do pequeno botão junto ao gatilho da arma, algo pouco comum em todas as outras armas de modelo G36 no mercado.

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Alimentada pelo habitual pistão em policarbonato amarelo da Classic Army, a qualidade desta arma torna-se evidente pela utilização de peças internas de grande qualidade, como a cabeça de pistão ventilada, em alumínio, a guia de mola em metal, gears em aço, cablagem multifilar em silicone 16AWG, esta última infelizmente colocada apenas na zona do guarda-mãos, sendo que no resto da arma foi utilizado um cabo fino e rígido, sendo este o único defeito que encontrei nos internos de toda a arma. Todas estas peças fazem parte de um conjunto de equipamento topo de gama, conotação que apenas assim justifica o preço algo elevado.

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A mola de 1 joule compõe o resto do equipamento e, embora sendo um pouco limitada para a potência limite permitida em Portugal, está adaptada a uma arma que é vendida em outros mercados mais restritivos. Numa última análise, o excepcional alcance e agrupamento de tiros que esta arma tem, não denotam a falta de outra mola mais potente.

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E isto é em muito ajudado por algo que tem de ser chamado a grande destaque: a câmara de hop-up em CNC, que resolve o maior defeito do comum modelo G36, mal de que a DVG35 não padece. Ao abraçar o nozzle em torno da BB, sem qualquer fuga de ar, esta arma tem uma excelente vedação, e consequentemente grande consistência de tiro, algo que em toda esta análise foi o fator mais inesperado e positivo.
O autor deste texto já disparou várias G36 de várias marcas, mas nunca uma tão certeira logo ao “saltar” da caixa, e que apenas pode ser melhorada com acessórios externos. Recomenda-se… vivamente!

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