Por Telmo Fonseca

Apetece-me apelidá-la de “Frankenstein” das supressoras, já que aparenta ter ido buscar inspiração e peças a várias armas ao mesmo tempo. A Minimi de caráter rude que passamos a analisar é a mais leve e prática de todas, mas ainda assim não é destinada aos mais fracos, quer de coração, quer de músculo.

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Rails por todo o lado, grande capacidade de munição e look de aspeto “Armalite”, a MK46 é uma espécie de AR-15 sobre uma dose massiva de esteroides. Tal como as outras, é pesada, tem ferro que nunca mais acaba, e carregar no seu gatilho brinda-nos com uma quantidade e cadência absurda de BB em direção ao alvo. Com uma pequena diferença: para quem ainda não esteja satisfeito com o já elevado peso do conjunto, pode sempre acrescentar-lhe miras óticas, lanternas, punhos e toda uma panóplia de acessórios compatíveis com os vários rails de 20mm.

Ponto fraco? A caixa de munições. É frágil, o sistema de fecho não funciona de forma exemplar, e as BB no seu interior chocalham com tal volume que quase podia ser convertida em instrumento musical.

Desenvolvida a partir da plataforma M249 para a Marinha americana, a versão real desta variante de “Minimi” é alimentada pela democrática munição 5.56x45mm NATO, quer através de cintos de munição, quer pelos comuns carregadores STANAG, que alimentam todas as AR-15. E a sua réplica para Airsoft também comunga desta vantagem, podendo assim ser suprimido o ponto negativo enunciado na página anterior, embora isso vá limitar a melhor característica da mesma, que é a excelente capacidade de munição.

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Entre as várias supressoras analisadas pela 6mm Portugal, o melhor sistema de bipe em todas é o que equipa a MK46, já que além de ser o único onde se pode rodar os pés para a parte posterior, é também a única onde se pode arrumar os mesmo por baixo do guarda-mãos, onde ficam bem presos e sem chocalhar.

A gearbox é ligeiramente diferente, mas comunga da simplicidade com as suas congêneres. Totalmente reforçada, e socorrendo-se do mesmo tipo de internos comuns, utiliza também um mosfet que permite regular o ROF, tudo ligado a um simples switch que funciona sem falhas. Acrescento ainda que as vantagens de utilizar um switch para fazer funcionar todo o sistema tem muitas vantagens, já que evita os arcos de potência e consequente acumulação de carvão nos contactos. A câmara de hop-up tem as mesmas vantagens e desvantagens descritas anteriormente.

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Os internos, partilhados com o modelo Phantom Mk43 M60E4, são absolutamente blindados. A gearbox é um autêntico tijolo, completamente reforçada, e com componentes comuns às AEG de gearbox versão II, embora simplificados.

Além dos hidráulicos normais, no seu interior apenas existe o motor, as três gears e um switch que controla tudo. A M60 trás de origem um mosfet, que permite uma pequena regulação de ROF pelo utilizador, rodando um botão na parte da frente da arma, tudo ligado a este switch simples. Não existe anti-reversal, nem switch plate, nem selector plate… esta arma só faz full auto, pelo que simplificaram-se os seus internos ao máximo.

Destaque ainda para a facilidade de remoção da mola principal, bastando para o efeito accionar uma patilha na parte superior da gearbox, que solta a guia de mola. Ou seja, mudar a potência a esta arma demora alguns segundos apenas, não sendo sequer necessário retirar a gearbox do receiver, algo que ainda assim é feito com a simples remoção da coronha, cano, e quatro parafusos nas laterais.

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Simplicidade e resistência extrema são as grandes mais valias da linha de supressoras da Phantom, inseridas numa classe onde a precisão não é o fator mais importante, mas sim a durabilidade, versatilidade, poder de fogo ou tão simplesmente o aspeto soberbo de qualquer uma destas armas.

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