Por Telmo Fonseca

Existem várias características que definem um Guerreiro de Elite, passando pela forma como pensa, age e parece mas, acima de tudo, por aquilo que conquista, sejam vitórias em campo, seja o respeito dos demais dentro e fora dele.

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Neste artigo não arriscamos sequer tentar enunciar todas as características que fazem de alguns praticantes de Airsoft pessoas muito especiais, e que movem multidões, mas gostaríamos de, no mínimo, tentar trazer à conversa algumas qualidades que deveriam existir em cada um de nós enquanto praticantes de uma modalidade que bebe na simulação militar o âmago da sua simples existência.

Liderar a partir da frente, para que todos o queiram seguir, e fazê-lo de forma decidida, erradicando toda a insegurança dentro do grupo. É algo que apenas se consegue quando se está focado num objetivo específico, fruto não apenas de uma intuição criada pela sólida experiência, mas também pela capacidade de ser criativo e pensar “out of the box” quando necessário.

E são estas algumas das características que fazem de certas pessoas verdadeiros líderes, status tão almejado mas tantas vezes frustrado. O Guerreiro de Elite destaca-se de entre as fileiras do comum jogador quando aquilo que parece corresponde à realidade – o que também se aplica para o mal, no outro extremo da equação. E isso significa pensar, parecer e agir bem.

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Chavões à parte, nem todos temos o típico perfil de macho Alfa, tão popular por esses campos fora, da mesma forma que o bom senso e a inteligência nem sempre andam de mãos dadas com o comum praticante de Airsoft. Mas a humanidade é mesmo assim, e o Airsoft não é excepção. Existem é algumas premissas básicas que permitem a qualquer simples praticante ser um pouco mais competitivo (no bom sentido) e retirar mais prazer da modalidade, deixando sempre a reserva de que o Airsoft é uma modalidade livre, onde as regras oficiais e oficiosas se misturam tantas vezes, deitando por terra aquilo que é verdadeiramente essencial: a diversão de todos.

Mas, e abrindo uma excepção, sejamos um pouco egoístas, e pensemos ao nível particular de um praticante que quer levar a modalidade um pouco mais além. Por onde começar? Bem, o mais importante é ter um sólido conhecimento das regras legais e oficiosas, assunto amplamente desenvolvido aqui (Clique para ver mais).

Depois disso, e porque é tão importante parecer quanto ser, cumpri-las na íntegra, criando com isso um ambiente favorável à sua volta. É meio caminho andado para ter grande aceitação no seio da comunidade.

Não basta apregoar as regras de ouro e bom senso do Airsoft. É preciso cumpri-las. Até porque os bons exemplos são o melhor argumento, embora os maus sejam mais fáceis de seguir.

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Depois, e ao nível individual, deve-se ter uma postura de Guerreiro de Elite assente em exemplos práticos daquilo que é verdadeiramente bom (e não se limitar a apregoar que pertenceu a meia dúzia de forças especiais).

Para isso, é preciso pesquisar e treinar afincadamente, desenvolvendo técnicas individuais e de grupo que realmente funcionem. Para os que realmente pertenceram a “forças especiais”, esse é um trabalho mais fácil, até porque receberam formação na área. Para os restantes, implica mais pesquisa e trabalho.

Fazê-lo individualmente ou em equipa tem vantagens e desvantagens. Se por um lado é difícil treinar mecânicas de combate que funcionem em grupo, por outro lado o simples aspeto de meia dúzia de operacionais fardados de igual e decentemente equipados tem a capacidade para conquistar imediatamente algum respeito dos demais.

Finalmente, o equipamento é de extrema importância, por muito que o pretendam negar.

Embora existam exageros ou acessórios desadequados, um bom “boneco” de Airsoft contribui bastante para a imagem que temos de nós próprios e para a que queremos passar, bem como ao nível prático no terreno. E a longo prazo é muito mais económico.

Uma Systema de 1800 euros é um brinquedo caro, de facto. Mas as 20 ou 30 armas que se comprou antes de lá chegar custam mais do dobro, e não proporcionam a mesma segurança ou fiabilidade. Felizmente, e apesar de todas as restrições que temos às nossas armas “de brincar”, são poucos os acessórios ou equipamento que nos é vedado enquanto simples praticantes de Airsoft. E em todos eles, segundo a minha experiência pessoal, é gratificante ver o tempo absurdo que duram em perfeitas condições de funcionamento, sejam eles vestuário, coletes táticos, etc…

Por vezes, ao gastar mais está-se a gastar menos.

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Digo-vos isto sem qualquer reserva: vale a pena investir em material de qualidade, até porque o vamos utilizar de forma intensiva. A maior parte de nós, praticantes regulares de Airsoft, vai jogar todos os fins de semana. Estamos a falar de 52 jogos por ano, alguns deles de vários dias, onde o equipamento é sujeito a um desgaste superior. Gastar dois milhares de euros em equipamento parece-me totalmente justificável quando comparado com, por exemplo, um fumador que gasta esse valor em tabaco no mesmo período ou um praticante de caça que gasta o triplo para poder passar dois ou três dias por ano a fazer o que gosta.

No Airsoft, são mais de 300 horas anuais a “curtir” todos os aspetos fascinantes que esta modalidade pode oferecer a quem os persegue. E tal como se eu estivesse a falar de uma boa arma, recomendo-o vivamente!

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