Por Telmo Fonseca

Réplica da P226, a KP01  é um dos modelos de pistola mais simples de utilizar, quer em tiro, quer em manutenção. E tem um aspeto soberbo. A  SIG P226 e as suas variantes foram concebidas como pistolas de serviço para substituir a mítica 1911 nas forças armadas americanas. Na gênese da sua criação está patente a necessidade de utilizar carregadores para maior número de munições de 9mm, mas foram adicionadas várias outras características que fazem dela uma pistola extremamente versátil, algumas das quais foram transportadas para a réplica que agora analisamos, a Evolution Airsoft KP01.

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Começo pela excelente empunhadura que esta arma tem, evitando aquela tendência irritante para subir ou baixar a mira. É uma pistola que está sempre pronta para atingir o alvo de forma certeira, graças à forma intuitiva como encaixa na mão. As miras com ponto branco ajudam bastante a uma rápida aquisição de alvo. No conjunto, as suas dimensões consideráveis, e o peso agradável fazem dela uma arma com uma presença que não deixa ninguém indiferente.

Praticamente não existem folgas no conjunto 100% metálico, com exceção da cobertura do punho, esta que tem uma textura induzida para evitar que pistola escorregue das mãos com o suor. Tudo isto é complementado com um pequeno rail de 20mm na parte inferior do cano, onde podem ser acoplados lasers e lanternas ao gosto do utilizador.

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Em termos de utilização, destaco a falta de patilha de segurança, que na realidade pouca ou nenhuma falta faz a um utilizador responsável. Existe sim uma patilha que solta o cão da arma sem efetuar disparo. Ao contrário da maioria das GBB, esta não carece de puxar a corrediça atrás para entrar em funcionamento, bastando puxar o cão com o polegar, como se fosse um revólver, e está pronta a disparar. O slide release, colocado estrategicamente ao lado, permite a inserção rápida de outro carregador, pecando apenas por não ser ambidextro.

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A desmontagem é a mais simples que já vi numa pistola, fruto de um sistema que também equipa a arma real, rodando a terceira patilha do lado esquerdo da arma, junto ao cano, e não resultando em nenhuma peça solta que se possa perder. Esta operação dá-nos acesso ao excelente sistema de hop-up de forma simplificada. Quem já teve de andar a magoar os dedos a tentar soltar as minúsculas patilhas de uma Glock, ou mesmo à dentada ao slide catch de uma 1911, vai compreender que este sistema é um verdadeiro luxo!

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Os internos são a imagem do exterior, francamente bons, e com prestações igualmente boas. É de assinalar que a variação de FPS da KP01 é de apenas sete, e com 280 FPS de potência média, esta é realmente uma excelente arma. Na caixa, acompanha de um providencial aparelho para carregar as BB no magazine, algo que é francamente difícil de fazer de outra forma. Os engenheiros da KJWorks não tiveram o bom senso de instalar um sistema que prendesse a mola do carregador em posição retraída, e este é o único defeito que consegui apontar na minha experiência com a KP01.

Fora isso, é uma arma quase perfeita, por um preço muito competitivo!

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