Por Telmo Fonseca

Sendo talvez a mais democrática plataforma de todas, a AR-15 agrada à larga maioria dos praticantes de Airsoft. É compatível com inúmeros upgrades e acessórios e, como não podia deixar de ser, a Evolution Airsoft dispõem de algumas variações deste modelo, uma das quais trazemos agora para análise.

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As características da série “Combat Series” foram apresentadas na análise à sua congénere soviética, a EA AK-47, pelo que evito repetir os prós e contras já enunciados, concentrando-me antes nos detalhes que possam interessar ao leitor. O facto de estarmos a analisar uma arma de modelo AR-15 também carrega o estigma de ser mais uma de inúmeras análises à arma mais utilizada por todos os praticantes.

As variações desta arma quase que podem ser denominadas de “praga”, devido à quantidade massiva de praticantes que as utilizam, algo que se justifica pelo grande consenso que reúnem. Não há rigorosamente mais nada no mundo das armas para qual exista tantas peças, acessórios ou personalizações, e as possibilidade são quase infinitas. De tal forma, que a M4 ganhou a alcunha de “Barbie dos rapazes”, por ser tão “fashion”.

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Da mesma forma que é fácil encontrar qualidades nas gamas mais altas, também é fácil encontrar defeitos numa gama que se pretende, acima de tudo, económica.

Mas isso é o resultado óbvio de procurarmos por esses defeitos, pelo que urge uma análise atenta ao que possa fazer a diferença na hora de escolher uma arma que nos ofereça aquilo que esperamos dela.

Daí que, e de um modo muito pragmático, saltam á vista logo ao abrir a caixa o wooble excessivo – ainda assim corrigível – entre os dois receivers que compõem o corpo metálico, o desgaste prematuro em todas as restantes partes metálicas amovíveis e a fragilidade aparente da coronha. Até aqui, é apenas mais uma M4 básica, com tudo o que é suposto ter, embora o bolt release não seja funcional. Mas os defeitos acabam por também eles por aqui.

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Descascando a coisa mais a fundo, e trazendo agora mais tranquilidade ao leitor, vamos então encontrar mais uma vez os clássicos internos da Classic Army em todo o seu esplendor. E fora a guia de mola em plástico de ar duvidoso, tudo o resto vale bem mais que o dinheiro que é pedido por esta arma, catapultando-a de novo para um patamar bem acima daquilo que encontramos noutras marcas da mesma gama.

Devo destacar ainda a excelente qualidade de toda a cablagem, algo que não é muito comum. Não querendo repetir-me, impera ainda assim referir que tudo está bem encaixado, lubrificado e sem folgas, funcionando bastante bem. A média medida são 290 FPS, com uma excelente variação de 3 FPS entre o tiro mais rápido e o mais lento. A Câmara de hop-up funciona bem, e a afinação precisa permite efetuar tiro até 40 metros com um agrupamento razoável, tudo apropriado ao equipamento que tem.

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A avaliar pelo número elevado de vendas que este modelo tem, e após comprovar aquilo que é oferecido no “pacote” que nos chega às mãos, isto permite-me concluir que estamos perante uma arma que passa o teste de um praticante regular, já que pelo preço pedido não se pode exigir rigorosamente mais nada.

Pode não ser imbatível, mas é uma excelente relação qualidade-preço, e que aqui o escriba recomenda a quem pretenda ter muito por poucos euros, relembrando que é uma arma “de marca”, que passou por testes de controle de qualidade, e está coberta por uma garantia.

 

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