Por Telmo Fonseca

Depois do WWIII/Óscar Mike 2013, o Airsoft nacional nunca mais poderá ser o mesmo, já que não foram poucos os problemas a vir à tona com um desfecho que só não foi mais dramático graças a alguma boa vontade. Fica aqui o relato da 6mm Portugal e de alguns dos principais protagonistas.

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Terça feira, 28 de Maio

18h00. Chegados ao recinto na Gafanha do Carmo. Não existem placas, controlo de entrada, recepção, eletricidade ou qualquer outro vestígio de organização. Depois de erguer a tenda da 6mm no local pré-destinado, ficámos a saber que a teríamos de mudar no dia seguinte. Quem ia chegando instalava-se onde calhava, entre alguns franceses e o Clube local F.E.R.A.

21h00. Chega João Fernandes (JF), organizador do evento, alegadamente depois de ter ido “tratar de uns suíços que ficaram retidos no aeroporto”. Com ele, apenas dois jovens da equipa KSA, tão simpáticos quanto alheados de tudo. Mais tarde, o churrasco da 6mm Portugal é partilhado com JF, que se encontra de bloco de notas e caneta a “escrever um módulo de jogo”, e a dizer aos presentes que “a ALA-APD exigiu-me 4.300 euros pelas licenças do jogo na semana passada, casa, comida e o estatuto de Direção Técnica da Prova”.

img_1812Quarta feira, 29 de Maio

08h00. Ainda sem outra fonte de eletricidade que não uma velha tomada na parede de um barracão utilizado pelos KSA como base de operações, e que devido ao grande número de multiplicações instaladas, quebra constantemente, iniciamos novas montagens. Por necessidade de ligar aparelhos de refrigeração e de som, o bar Xtreme une várias extensões até á zona dos balneários, alegadamente por o quadro eléctrico ser mais forte. Não era!

Durante toda a manhã vão chegando outros participantes que, tal como os precedentes, não são recebidos por ninguém e instalam-se onde calha. Por volta da hora de almoço, chegam outras lojas (Impact Zone, G&G e OCaleiro), e a autocaravana da comida “psicológico” abre as portas com queixumes de falta da prometida água para lavagens. Mais tarde, instalam-se também a DragonStudios e a Borda&Cia

16h00. Alguns participantes começam a dirigir-se aos testes de chrony, e por lá ficam até sensivelmente às 20h00, já que não existia ninguém para o fazer. Mais tarde, chega ao recinto Luís Silva (LS), Presidente da ALA-APD, manifestando muita preocupação com o evento, porque “se não fosse por nós, não havia licenças de nada!”.

20h00. JF já mostrava grande desgaste físico e emocional, até porque entre ele e outros 3 elementos dos KSA, aparentemente não existia mais ninguém a desempenhar nenhuma tarefa relacionada com o evento. Alguns inscritos começam a manifestar descontentamento, uma vez que os dois únicos veículos no terreno são dois tractores agrícolas – um em miniatura, que avariou no dia seguinte, e o outro desapareceu na sexta feira. Apesar de já haver música, comida, e até café, a paisagem real é muito diferente da anunciada durante meses.

expendQuinta feira, 30 de Maio

09h00. As poucas ilusões que subsistiam estao prestes a desaparecer. As duas centenas de participantes que já aguardam pelo jogo junto ao bar apenas recebem um briefing de JF várias horas depois. Ninguém sabe ao certo como se vai processar o evento, mas aos poucos começam a ser levadas para o terreno, onde os espera um cenário confuso. Por volta da hora de almoço, e com JF já visivelmente transtornado, Marco Rocha (OCaleiro) voluntaria-se para ajudar, e é imediatamente instituído como líder da facção Expendables.

Em campo, pouco ou nada acontecia, com exceção de umas missões ocasionais, algumas fruto da auto-recriação dos líderes de fação. Há falta de água nas bases, os objetivos não estão a ser colocados, e as comunicações não existem. Na safe zone, e com a ALA-APD a assistir, JF desempenhava todo o tipo de tarefas, desde atender telefonemas, carregar cadeiras e sacos do lixo, servir bebidas…

18h00. Encontro JF a chorar compulsivamente, perante uma comitiva da ALA-APD que lhe pergunta “…e agora, João?”, e que assume finalmente alguma responsabilidade no decorrer do evento. Pressionei LS e é assumido o fim do jogo para as 20h00, iniciando-se os contatos com os líderes de facção. É agendada uma reunião para as 21h com um grupo de pessoas que se voluntariou para ajudar – Leal (loja Impact Zone), Marco (loja OCaleiro), Carlos (equipa GIAP), os Relvas (João e Ricardo, equipa BET), Guilherme (Techdragon), os líderes de fação e mais alguns elementos da ALA-APD que estavam presentes, além da equipa da 6mm Portugal (eu e o Ricardo Neves).

Algumas pessoas começam a regressar à safe zone, e à porta do recinto, um vidro traseiro de uma viatura de um participante foi quebrado. A GNR é chamada ao local, e monta um dispositivo de “operação stop” na rotunda adjacente. Vários jogadores começam a ser interpelados pelas autoridades, por se encontrarem totalmente equipados na via pública. Quem entra na safe zone já não é autorizado a regressar a campo. Há registo de 6 jogadores franceses com equipamento apreendido. Também uma moto 4 de um jogador francês é impedida de regressar ao jogo. Existe ainda registo de um elemento da comitiva francesa com uma perna partida, evacuado num carro particular.

Rapidamente fica definido que eu vou preparar um módulo de jogo simples, com a ajuda de Tom Vickery, que entretanto se ofereceu para ajudar. O Ricardo Neves vai meter em ordem a confusa logística na safe zone, e minimizar a questão da falta de luz, recolha de lixos e segurança em campo. O Leal ficará com a liderança da facção Expendables, e o Marco Rocha irá organizar as provas de Tiro Pratico de Airsoft para o dia seguinte. Alguns elementos da ALA-APD ficam a cargo do chrony e check-in dos cada vez mais participantes que chegam a campo. LS fica a tratar de “assuntos técnicos” e de uma visita da DAEXP agendada para o dia seguinte.

21h00. Entra em campo, e com um ar zangado, toda a comitiva francesa, encabeçada por Franck Rata (FR), o homem que trabalhou durante 6 meses para fazer com que mais de 80 franceses gastassem até 1.500 euros cada um para estarem presentes no OM2013. A tensão escala, e por pouco que não rebenta um motim logo ali. LS pede-me para ser eu falar com eles, mas eles apenas querem ouvir a “Federação”. Aproveitei ainda para ir buscar o debilitado JF, que não consegue responder à pergunta essencial que ainda corre nos dias de hoje, “Were is my money?”, ficando no ar pouco mais que a informação atabalhoada “as t-shirts do evento custaram 3.000 euros, os patches 2.000”, “não estou muito bem da cabeça”, e “gastei muito dinheiro em fotocópias”.

LS explica a todos que foi montada uma nova comissão organizadora, que se vai tentar fazer alguma coisa para o dia seguinte, e que “o Óscar Mike 2014 é que vai ser bom!”. Numa atitude tão louvável quanto eloquente, FR convence todos a darem mais uma oportunidade para o dia seguinte, e evita um motim.

22h00. Após brainstorming na tenda da 6mm, procede-se à apresentação do módulo de jogo para o dia seguinte, um skirmish de mecânica simples e muito flexível. Mediante a praticamente nula logística disponível, são divididas responsabilidades por todos os presentes. Coloquei a questão sobre a hierarquia do evento, e após o silêncio sepulcral que se fez sentir, assumi a coordenação das comunicações e a elaboração dos objectivos de jogo para o dia seguinte, algo que durou parte da noite.

02h00. Última cerveja da noite, servida por JF, que distribui bebida, sorrisos e dedos apontados à ALA-APD, como se não fizesse parte daquele filme, imune até ao facto de estar a oferecer aquilo que o bar Xtreme estava a tentar vender, cumprindo com prejuízo a responsabilidade previamente assumida. Na caravana das comidas, Bárbara diz-nos “há aí gajos da ‘federação’ a levantarem até 15 hamburgers por dia, e a meterem na conta do João, que nunca nos vai pagar de volta!”.

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Sexta feira, 31 de Maio

09h00. Dei um briefing a uma comitiva de jogadores visivelmente irritados, e posteriormente aos seus teamleaders. Acertam-se os últimos detalhes, e distribuem-se responsabilidades por quem se predispôs a ajudar.

10h00. Início da colocação de jogadores e água em campo, com o transporte coordenado por João Relvas e Carlos (GIAP). Montagem do Posto de Comando avançado, com o Leal (Impact Zone), de onde foram coordenadas a logística, as operações no terreno e a fação Expandables.

11h30. Com uma hora de atraso, devido a alguns problemas logísticos, dá-se início ao jogo e a uma maratona de telefonemas que dura até meio da tarde. Algumas horas depois começo a ver alguns sorrisos, alívio que rapidamente me passa depois de alguns jogadores me virem fazer perguntas às quais eu não sabia responder, porque LS lhes tinha indicado “o Telmo Fonseca é que é o coordenador do Óscar Mike”. E essa foi a minha motivação para largar tudo mal terminasse o jogo que estava a decorrer.

Tempo para um profundo agradecimento ao esforço titânico de todos os quantos se predispuseram a ajudar desde a noite anterior, entre os líderes de facção até todos os que ficaram para trás, na safe zone, a garantir que nada faltava em campo. A título de exemplo, um dos membros dos KSA, que tinha trazido emprestada uma pick-up do pai (sem este saber!!), e depois de 3 ou 4 dias sem dormir, e depois de eu lhe dizer “só fazes isso, tudo o resto manda-os falar comigo”, dedicou um dia inteiro a transportar garrafões de água entre a safe zone e todas as bases de jogo. Não faltou água nesse dia!

15h30. É cancelada a prova de Tiro Prático de Airsoft, por não existirem condições logísticas para o efeito. O vento forte selou o destino da mesma. Meia hora depois, o jogo é dado como terminado conforme agendado, e a 6mm demite-se de qualquer responsabilidade daí em diante. A inexistência de condições mínimas de logística e segurança motivou essa decisão. A ALA-APD assume finalmente toda a responsabilidade do evento, com a ajuda dos incansáveis BET, iniciando-se a maratona deles, em luta contra o tempo e todas as adversidades.

19h00. Depois de uns restos de porco no espeto, FR aborda-me no sentido de saber se eu ainda tinha alguma coisa a ver com o jogo do dia seguinte, seguindo-se a sua decisão de retirar os franceses do WWIII/Oscar mike 2013, e dedicarem-se à praia até Domingo.

21h00. Tempo de aproveitar a festa possível, entre sucessivas quebras de eletricidade, providenciada pelo bar Xtreme e a Precision Mechanics, e assumir o prejuízo total, ficando a viagem de volta agendada para a manhã seguinte. Várias pessoas começam entretanto a abandonar o recinto. A ALA-APD e os BET trabalham a noite inteira para tentar aproveitar alguma coisa do esboço de módulo de jogo deixado por JF, que entretanto alega “a ALA-APD impediu-me de colocar em prática o jogo que estava feito”. Durante a noite são também colocados jogadores em campo, após ter sido furtada uma tenda da ALA-APD. Por lá ficam até de madrugada.

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Sábado, 1 de Junho

08h00. Tempo de desmontar tudo e regressar a casa. Durante toda a manhã são colocados jogadores numa carrinha fechada para serem transportados para campo. Alguns deles esperam horas pelo transporte, entre eles os ex-líderes de facção, entretanto destituídos e substituídos por “amigos e pessoas afetas à ALA-APD”. Os franceses abordam-me, visivelmente irritados, transmitindo-me que lhes foi pedido pela ALA-APD para “serem eles próprios a organizarem-se e a propor um módulo de jogo para hoje”. A imagem que mais me impressionou durante esta manhã foi o latente desgaste físico na cara de quem optou por assumir o risco de segurar esta segunda fase do “desenrasque OM2013”, entre as quais a de João Relvas. JF mantém-se descontraído na zona do bar, embora ainda sem dormir, e no barracão da organização elementos da ALA-APD desdobram-se em esforços e telefonemas. Também lançaram um comunicado durante a manhã, o único até à data. Aparece finalmente em campo o líder dos KSA, em cuja pessoa alegadamente o evento era inspirado, e que embora se tenha descartado de funções na semana anterior ao mesmo, enverga agora uma t-shirt com a frase “STAFF OM2013”. No bar Xtreme, o rescaldo é “financeiramente trágico”.

13h00. Saída de campo, em direção a casa, junto com todas as outras lojas. Para trás só ficou uma rolote da Sagres em funcionamento, e muitos jogadores irados. Saio do recinto com uma imagem dantesca de lixo, desolação e frustração, antevendo aquilo que se acabaria por desenrolar mais tarde, e que me foi relatado por telefone: “Fim de jogo antes do tempo (…) desacatos (…)”. Existiram ainda “vários roubos (…) limparam tudo o que estava na tenda da ALA, cenas de uma loja espanhola e do pessoal do paintball”.

A polícia acabou por ser chamada ao local e, alguns dias mais tarde, JF apresentou na GNR uma queixa contra desconhecidos por furto, alegando agora “segredo de justiça” para não prestar contas a ninguém.

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Nota desta direção:

Apesar do acumular de situações potencialmente perigosas, com ânimos exaltados, muito cansaço à mistura, e sem segurança, não existiu qualquer agressão, mesmo nos momentos mais tensos do OM2013, o que prova que os “doidinhos” das armas até são uma comunidade saudável e civilizada. Imagine-se algo do género num evento vocacionado a outro desporto, como o futebol, por exemplo. A dado momento, pessoas completamente diferentes juntaram-se em prol do bem comum, manifestando particular cuidado e atenção aos nossos visitantes de outras nações.

Verdade seja dita, grande parte do esforço de última hora desenvolvido por gente que pouco ou nada tinha a ver com a organização, teve sempre presente os estrangeiros que nos vieram visitar com grande esforço financeiro, prova da nossa capacidade de anfitriões. Não é o papel da 6mm Portugal atribuir culpas a ninguém pelo verdadeiro desastre que foi o WWIII/OM2013. Na altura ajudámos no que era possível ajudar, dentro das nossas capacidades, e agora relatamos o mais fielmente possível tudo o que pudémos observar. Os veredictos ficam para a justiça, onde esperamos honestamente que este caso vá parar, e as nossas opiniões pessoais valem tanto como a de qualquer outra pessoa.

Para este artigo, pedimos o rescaldo aos principais intervenientes, de forma a podermos resumir nestas páginas algo que permita aos nossos leitores desvendar um pouco da grande confusão que foi o WWIII/OM2013. Infelizmente, a ALA-APD, que até já nos habituou ao seu silêncio em outras ocasiões, também não fez exceção a este pedido, mesmo depois de tudo o que a 6mm Portugal fez por ela, da mesma forma que João Fernandes, que tantas promessas nos fez, antes, durante e mesmo depois do evento, escudou-se numa desculpa ridícula de “segredo de justiça”, entre outras teorias da conspiração, para não nos fazer prova das prometidas contas do WWIII/OM2013. E sem provas, não há argumentos!

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“Quando reconheceu o erro, decidiu fingir que estava tudo bem e terminar com a decapitação, na praça pública, do Presidente da Federação, totalmente cego pelo lucro”

Laranjo Franck Rata (“Le père Abraham”, representante francês para o OM2013), refere que “Há quase um ano que regressei de Lisboa, completamente extasiado pela experiência que acabara de viver (…) do primeiro OSCARMIKE. Foram mantidos contatos via Facebook: nem pensar em perder o relacionamento com toda aquela malta entusiasta de portugueses que me fizeram passar quatro dias de sonho.
(…) Eis que um dia como outro qualquer, inesperadamente, o coração bate com a leitura de uma mensagem pessoal na famosa página azul: (…) OSCARMIKE 2013 realizar-se-á e, ainda por cima, a Federação Portuguesa sugere que seja eu o pivot em França.

Qual bombeiro atento ao toque da sirene, aí estou eu de fórum em fórum, despertando a comunidade francófona (França, Navarra, Bélgica, Suíça, Luxemburgo).
 O trabalho foi titânico, eu queria que fôssemos muitos e que todos, sem exceção, se apresentassem sem o mínimo problema administrativo nos dossiês de inscrição e que não houvesse a mínima confusão no “chek in” dos aeroportos para que ninguém fosse recusado.

Baseei-me na logística drástica e muito bem organizada do ano anterior, por isso vos pressionei para verificar todos os documentos e evitar problemas nos vários locais.
 Em seguida, foi preciso tratar da viagem, dos bilhetes de avião, dum transportador para enviar as réplicas e todo o material para viajarmos calmamente, sem contratempos, e enfim, reviver os momentos mágicos do ano anterior. Antes de todas as explicações que consegui obter e que vêm hoje à superfície,
 quero pedir-vos desculpas sinceras, pois participei, de certo modo, neste fiasco, ajudando a promovê-lo. Quero não só agradecer-vos as manifestações de simpatia que muito me tocaram já que, tal como vocês, eu estou desiludido e escandalizado pela maneira como fomos enganados, mas também dizer-vos quanto estou orgulhoso de ter conhecido a maior parte de vocês e digo-o de cabeça erguida, sem receio de vos olhar nos olhos, como fizera no local; vocês foram exemplares nas reações e na capacidade de tomar as decisões que se impunham.

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(…) 
Parti no domingo para Lisboa ao encontro dos organizadores do ano anterior.
 Foi então que tentei perceber por que razão não tinham sido reconduzidos, e o que sabiam da situação. E eis o que se apurou: depois da operação do ano anterior e da reunião de encerramento, as contas do OM2012, segundo a Federação, estavam deficitárias em cerca de 3.000 euros, mas após fiscalização pelos contabilistas da organização, essas contas não estavam certas e a Federação tinha faturado indevidamente determinadas coisas.

Refeitas as contas, em vez de prejuízo havia um lucro de aproximadamente 4.000 euros, ao qual a federação tentava “deitar a mão”.
 Dos cerca de 30 organizadores do ano anterior, estava previsto que 5 fossem remunerados porque, tendo trabalhado vários meses na preparação do evento, era necessário indemnizá-los (…) Passaram vários meses até receberem apenas 60% do que lhes pertencia; por esta razão não participaram na organização deste ano. Para além disso, a federação apressou-se a registar a marca OSCARMIKE e a escolher outra associação sem a garra nem a maturidade da precedente e, portanto, mais fácil de manobrar.

…
Penso que compreendem a sequência dos acontecimentos: a Federação a deixar o tristemente célebre João espalhar-se ao comprido, pensando que, à semelhança do ano anterior, não teria nada que fazer a não ser “servir-se” no momento de fazer as contas… 
E quando a Federação se dignou ver como ia a organização do jogo, era demasiado tarde para recuperar fosse o que fosse , decidindo, então, “deixar cair” João a alguns dias do acontecimento sem nenhuma comunicação, para o caso de os jogadores quererem anular a sua participação e reclamassem o seu dinheiro de volta.
 Fomos, pois, vítimas dum jovem totalmente incompetente para levar a cabo um tal evento, completamente ultrapassado pela proporção dos acontecimentos, que teimou em não ver o que se passava à sua volta e, quando reconheceu o erro, decidiu fingir que estava tudo bem e terminar com a decapitação, na praça pública, do Presidente da Federação, totalmente cego pelo lucro.

Em relação ao passos seguintes, saibam que contámos com o acolhimento caloroso dos nossos amigos portugueses do ano anterior, que este assunto causou sensação na imprensa e é vivido como uma vergonha nacional (…)”

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“Fomos simplesmente expulsos da sala. Então, entre nós, reunimos e decidimos conforme corresse o dia de sábado, boicotava-se ou não o jogo!”

Nuno Coelho
 (Comandante da facção VALOR) aponta que “(…) No check-in reparei que começou a faltar muita coisa que estava prometida e que para a qual eu paguei (…) não havia viaturas para levar as facções para as respetivas bases tendo as mesmas que se deslocar a pé ate à mesma (…) chego à base, vejo que o famoso depósito de 1000 litros de água, prometido pela organização não estava lá (…) ao fim de 8 horas não recebo água, nem missões (…) Às 20h00 o jogo foi dado como suspenso e todas a facções mais uma vez tiveram que vir a pé para a safe zone (…) Foi feito um briefing a informar que a ALA iria tomar o comando do jogo (…) sou informado que havia um grupo de pessoas que já estava a trabalhar para criar missões novas para sexta.

(…) Sexta feira já há carrinhas para o transporte para as bases e o dia corre cinco estrelas para a facção Valor (…) o jogo foi interrompido as 16h00 como tinha sido dito anteriormente (…) sou informado que a ALA-APD está numa reunião a preparar novas missões de Milsim para sábado, com mais pessoas (…) juntámo-nos e fomos demonstrar o nossa ajuda para o que fosse preciso, e quando entrámos verificámos lá dentro equipas participantes no jogo a ajudar (…) fomos simplesmente expulsos da sala. Então, entre nós, reunimos e decidimos conforme corresse o dia de sábado, boicotava-se ou não o jogo.

(…) No sábado, a confusão instalou-se logo de manhã (…) das missões que foram atribuídas à VALOR, nenhuma delas tinha objetivo final (…) entrei em contato com os outros comandantes (…) que me dizem que o mal era geral. As facções acabaram com o jogo as 17h30, tendo sido informadas por um membro da ALA-APD que a culpa era dos Comandantes de facção. A indignação instalou-se, tendo sido feita uma reunião com a ALA-APD e com João Fernandes. (…)

O jogo acabou por ali.”

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“Quanto à ALA-APD, representada na pessoa do seu presidente, também tive algumas conversas com ele, onde ele assumiu que teria culpa de ter confiado no João Fernandes, bem como de não ter pegado no jogo mais cedo”

Carlos Pereira (Teamleader GIAP, fez parte da organização improvisada) indica que “Não joguei para ajudar. Tive conversas com o Sr. João Fernandes (…) mas ele parece que nem ligava, e sempre que eu olhava, ele estava ou no bar ou a conversar sem querer saber de nada. Parece que aquilo nem era ele que organizava (…) nada ou quase nada fez para melhorar a situação.

Quanto à ALA-APD, representada na pessoa do seu presidente, também tive algumas conversas com ele, onde ele assumiu que teria culpa de ter confiado no João Fernandes, bem como de não ter pegado no jogo mais cedo. Também vi alguns papéis mostrados pelo Sr. Luís Silva, que só dois dias antes teve autorização da policia para ter lá as tendas de venda de armas, entre outras coisas. Porque o Sr. João de nada tratou.”

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“Fizeram-nos andar à procura de objetivos que nunca os colocaram no campo”

Tiago Martins “Lobo” (Subcomandante fação VALOR) relembra que “Tivémos de caminhar cerca de 8 km até à base e, ao chegarmos lá, tivémos de andar a procura de grupos que se perderam. Ao fim de umas largas horas sem missões, as coisas descambam (…) ao final de vários alertas, a organização lá apareceu, e trouxe 2 garrafões de 5 litros (…) estávamos ali 48 pessoas! Às 18h00 fomos informadas que o jogo ia ser interrompido para se tentar recomeçar sem falhas. (…) ao ligarmos à organização para nos ajudar, fomos informados que não havia transporte. Ao chegarmos, fui informado que um grupo de homens se tinha oferecido para ajudar a não deixar cair o OM2013 (…)

No 2.º dia o jogo fez esquecer o 1º dia. Mas parecia que isto estava mesmo decidido a cair, e mudaram tudo novamente. (…) ainda ficou pior (…) fizeram-nos andar à procura de objetivos que nunca os colocaram no campo.”

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