Por Telmo Fonseca

Juntando o útil ao agradável, esta arma da Classic Army replica não apenas o aspeto fabuloso da arma na qual se baseou, mas também as características que fazem dela o meio termo entre poder de fogo e precisão de tiro. É o melhor de dois mundos, e não podia faltar nesta análise.

A SR-25, desenhada por Eugene Stoner e fabricada pela Knigth’s Armament Company, é uma espingarda de assalto com capacidades especiais, nomeadamente no que toca a alcance e precisão. Baseada na AR-15, mas modificada para acolher a munição 7,62×51 NATO, é usada por várias equipas SEAL, SOCOM e mesmo policiais, já que permite substituir-se a espingardas “bolt action”, mas com maior número de munições, maior capacidade de enfrentar uma ameaça, e mais modularidade, já que os rails Picatinny permitem a acopolagem de diversos acessórios.

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A AR 10 é uma arma substancialmente cara, já que a sua exclusividade e qualidade de construção têm um preço a ser pago.

É esteticamente parecida com uma M16, mas tem diferenças importantes. Esta arma trás de origem um hi-cap com capacidade para 470 BB’s, mas o jogador pode, se preferir, usar mid-caps compatíveis. Estes têm uma capacidade para 140 BB’s, fazendo com que seja muito pouco provável que este precise de recarregar em jogo. A AR 10 foi claramente feita a pensar no Sniper de Airsoft á procura de uma plataforma semi-automática. Além disso, permite tiro automático, caso seja necessário para o Sniper defender-se numa emergência. O interface modular de 11’ da arma permite montar tudo, como miras telescópicas, bipés, ou até visões nocturnas.

Os externos são fabricados em metal, com excepção do punho e da coronha, esta última com bastante espaço para albergar qualquer tipo de bateria. Tudo isto é complementado com miras metálicas rebatíveis que são verdadeiras obras de arte, exclusivas a este modelo. Esta arma é extremamente sólida e não tem uma única folga, e o seu peso considerável e aspeto potente projeta-a para uma categoria única de réplicas muito especiais e exclusivas.

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A gearbox especializada da AR10 é também uma mais valia. Por ser mais comprida que o de uma Versão 2 (normalmente vista nas plataformas AR-15) consegue debitar maior quantidade de ar, permitindo a instalação de canos maiores e, ao mesmo tempo, conseguindo uma média de velocidades entre BB’s mais estável. O lado negativo disto tem a ver com a pouca compatibilidade entre peças de upgrade, já que com excepção da mola, praticamente todas as outras são exclusivas deste modelo, e francamente difíceis de encontrar em caso de necessidade.

Todos os internos são de topo da Classic Army, com a fiabilidade que daí advém, embora recomende sem qualquer reserva um upgrade de potência, já que os 290 FPS médios de origem não fazem justiça ao objetivo de uma arma destas. Ainda assim, e mesmo dentro dos limites italianos, esta obra de arte distribuída pela Evolution Airsoft tem um tiro bastante decente, depois da respetiva afinação da excelente câmara de hop-up instalada.

É cara, mas é também um verdadeiro luxo, exclusiva, funcional e dedicada ao sniper mais exigente, que pretende estar preparado para todo o tipo de cenários.

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