Por Airhard

Quando o diretor/editor/jornalista/fotógrafo/cozinheiro/Mulher-a-dias da 6mm pediu ao Airhard que integrasse as suas fileiras a condição pedida foi apenas uma: Podemos morder a mão que nos alimenta? A resposta foi afirmativa. Para a 6mm não existiam tabus. E é assim que se deve trabalhar. Infelizmente, o sacrossanto Airsofre português, onde a palavra honra é dita com a mesma frequência que “Imortal do caralho” , mostrou claramente não estar preparado para uma revista de Airsoft portuguesa feita por profissionais. Provavelmente nunca estará porque, aparentemente, tudo que não tenha a ver com lojas de péssimo atendimento e jogos megalômanos criados por amadores, não merece singrar, nem pode fazer dinheiro. Portanto, se um projeto decente como a 6mm não faz guito, como é que se pode ganhar dinheiro com o Airsofre em Portugal? Sigam estes passos:

Abrir uma loja.

Não se preocupem com coisas complicadas como licenças de armeiro e pinturas. O que importa é vender algumas M4, baterias Lipo e alguns coletes MOLLE. Nem é preciso ter essa merda em stock, porque o cliente espera. Se tiverem uma loja física, tentem treinar um babuíno como mecânico das armas. A julgar pelo que se vê, pode ser que o babuíno consiga realmente arranjar alguma coisa. Tenham sempre cerveja pela loja. Se um cliente vier procurar uma arma que está a arranjar à 2 anos, desviem a conversa e deem-lhe uma jola. A não ser que seja vosso amigo. Aí convém passá-lo à frente.

Criar um Blog sobre equipamento.

Vamos lá, não façam essa cara. Num intervalo de procurarem pirocas suecas no redtube, procurem equipamento novo no Arnies e tentem fazer uma crítica construtiva sobre ele… ou então basta traduzirem uma crítica no Google Translate às três pancadas. Se precisarem de cenas novas para testar mandem um mail ao produtor da tralha a dizer que são a Sonae do Airsofre Tuga. Vantagens: equipamento de graça e inchamento do Ego.

Criar uma APD.

Esta maneira é bem mais difícil, mas tem as suas vantagens. Uma delas, dá bem mais dinheiro que as outras, e ainda estão camuflados por camadas e camadas de burocracia. Melhor, tirando passar uns cartões de sócio, comprar umas tendas de campanha e esquecer as dívidas , há poucas funções para uma APD.

A 6mm pode estar a fechar, mas fica aqui a nota: O Airhard não fecha. Não pára. Não perdoa.

Nota da direção: este texto foi escrito em agosto de 2013, aquando do encerramento da revista 6mm Portugal nos moldes em que estava a ser publicada na altura. Entretanto, estamos de volta, com um formato totalmente diferente, embora tudo o que foi expresso pelo Airhard na altura se mantenha perfeitamente atual… infelizmente!
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