Por Airhard

Muitos jogadores perguntam ao Airhard o porquê da criação do termo “Airsofre”, ao invés do termo Airsoft. São pessoas que claramente não tem mais que fazer, a não ser masturbarem-se com fotos antigas dos SEALS. Mas como não andamos aqui a enganar ninguém, a explicação é simples: porque existe Airsofre e Airsoft, mas em Portugal, o Airsofre ganha em relevância.

E o que é Airsofre? O Airsofre é o lado negro de cada um de nós, o imortal caladinho, o coirão que tira o low cap para meter a rodinha a bombar, o espertalhão que troca de cilindro, etc e tal.

Vamos, por um momento, relembrar um divertido período na história lusa do Airsofre nos últimos meses: um artista de circo cria um espetáculo chamado Osga Miguel, consegue enganar metade dos airsofters nacionais, que descobrem tarde demais que também fazem parte do show, no papel de palhaços. Pobres.

Um divertido, ocupado, loquaz e mordaz jogador com “L “ grande, que vive num mundo particular de honra e por vezes paleio tão vazio como sonante, resurge das cinzas, qual fénix com uma asa meia moída, para resgatar o Airsofre nacional do descalabro que foi o Osga Miguel, com um fantástico jogo, onde participaram algumas equipas, aparentemente com missões e, até a hipótese, pasme-se, de poder haver troca de tiros. Praticamente o contrário de um dos êxitos mentais desse grande estadista, arquiteto, inovador, filósofo e teórico do airsofre, onde portugueses e espanhóis puderam partilhar a divertida chuva em Santa Guidinha, juntamente com os pesados custos da festa. A megalomania é engraçada, mas como qualquer droga, demasiada faz mal.

Para finalizar, chegamos ao canto do cisne dessa grande casa que é o Airsofre Nacional: Uma APD. Ou várias, neste caso, porque nesse ponto, o Airsofre luso parece um episódio do Game of Thrones, se bem que com menos mamas e nenhum dragão. Apenas traição,maledicência e amadorismo, temperado com um belo molho que está debaixo da pele de qualquer tuga: um gosto elementar em ver tudo o que é diferente falhar, e da pior maneira possível. Uns senhores usam uma míuda vestida de aviadora, outros oferecem dinheiro a não sei quem, se o jogador enfiar a pila num mid-cap numa noite de lua cheia enquanto trauteia o hino da Mocidade Portuguesa.
Outros dizem que é preciso é diálogo e entendimento, desde que a APD deles tenha mais sócios, e consigam boicotar os jogos e atividades dos outros. Quase todos tem cartões, seguros, carrinhas, tendas e até, quem sabe, jogadores.

Depois disto, quem duvida da diferença entre Airsofre e Airsoft? Em Portugal afinal só existe Airsofre. Do bom.

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