Por Airhard

Em primeiro lugar JF, obrigado por ter aceitado o nosso convite, apesar de ser por Skype. Está fora do país?

Olá, obrigado eu. Não, estou neste momento no Rio de Jan… quer dizer, no Rio de Janviel, perto de Fodivos-o-Guito, ali como quem vira para Remoenga da Ladroeira.

Ah bom, ótimo. JF, na sua opinião, o que poderá ter motivado a grande contestação que houve em torno do Osga Miquelino WWIII deste ano?

Bem, acho que foi a típica dualidade tuga, ou seja, queriam um bom jogo, mas não vieram com a atitude mental correta e Milsim. Se viessem com essa atitude, tudo teria corrido bem. De notar que a organização (eu) é ultra experiente neste tipo de coisas.

Ah sim? Não se importa de nos dar alguns exemplos?

Olhe, o “Grande Campeonato Mundial de Sacos de Colostomia”, o “Open de Escultura com Fezes” e o “Rally de Trotinete de Lordelo de Aziaga”.

E eventos de Airsoft?

A Operação “Tiros em Latas No Meu Quintal”.

Segundo as nossas fontes, houve promessas não cumpridas que pesaram negativamente no jogo…

Lá está. Promessas são promessas, mas o que importa é fazer as coisas. Havia missões, havia réplicas de dinheiro, havia réplicas de diamantes, havia um site amador, cartazes péssimos, erros ortográficos. Disto ninguém fala! Sabe a quantidade de tempo que demorei a fazer aquilo? Quase 15 minutos!

E veículos? E as viagens de Helicóptero? E o fornecimento de água?

Ouça, isso são fait-divers. Queriam ver veículos, viram na estrada a vir para o jogo. Na A1, no meu entendimento, não faltam carros. Eu até arranjei um terreno com uma a estrada a meio para ninguém sair defraudado. Ninguém valoriza isto! Mais, água não faltava. Temos o Atlântico a dois passos. O Helicóptero foi algo que falhou, mas não por nossa culpa. Nesse fim-de-semana, esse equipamento foi necessário para transportar o dinheiro do jogo para o meu avião privado e por isso, não pôde estar presente. Mesmo assim, é tudo má vontade dos jogadores. Como vocês sabem, são os jogadores que fazem os jogos. Queriam Milsim? Eu dei-lhes a melhor e mais real operação de sempre, baseada na atualidade mundial: andar sem rumo, sem inimigos e sem objetivos. É no fundo o advento do Airsoft Niilista.

Houve também alguns problemas com jogadores estrangeiros.

Pois, mas foram tomadas medidas para agilizar todo esse processo, nomeadamente prendê-los e apreender-lhes as armas no aeroporto. Eu, como grande especialista linguístico, dei cópias assinadas do meu livro “Five Meter No Shoot” a todos os jogadores nacionais, para acolherem o melhor possível os parv… camaradas de outros países.

Não entende as críticas, portanto?

Obviamente. O Airsofter português tem de deixar a bichice de lado e começar a comportar-se como um homem de camuflado, caralho. Primeiro, os senhores da Associação Airsóftica do Grande Oriente Lusitano queriam papelada com autorizações… Há lá coisa mais rabeta? Um homem a sério trata de tudo verbalmente. Um homem vale pela sua palavra. Segundo, daqui a 15 dias o Airsofter português está a ser enrabado por outro e eu passo por baixo do radar.

E o futuro?

Como vocês sabem, o Airsoft está podre. Há muita gente a tentar aproveitar-se dos outros. Por isso estou a pensar seriamente em dedicar-me ao cinema: estou a pensar em fazer a sequela das “Bandeiras dos Nossos Pais”.

Ah, sim? E como se vai chamar?

“A conta dos meus avós”.

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