Por Telmo Fonseca

As novas GBB da companhia da Formosa trazem agora para o mercado uma qualidade superior a um preço agradável. Muito para além do soberbo design da embalagem triangular, que inclui a réplica, um carregador com capacidade para 23 BB e os manuais de instruções em língua inglesa e francesa, o primeiro tacto com estas réplicas deixa desde logo adivinhar uma qualidade acima da média, pelo menos, no que toca aos modelos analisados.

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A corrediça em metal não apresenta praticamente nenhuma folga em relação ao corpo em polímero, ambos com acabamento e textura a roçar a perfeição, e com um peso total do conjunto de 730 gramas. Tudo nestas armas transpira uma qualidade exterior que não é habitual encontrar em reproduções de Glock comuns, amplamente conhecidas pela sua pouca fiabilidade.

A Stark-Arms Company vem-nos agora oferecer uma alternativa a um preço bastante aceitável. E não se fica por aí. Além da opção entre o modelo S17 semiautomática, pode-se ainda optar pelo modelo S18C, com dois modos de tiro – single e full auto – tendo ainda disponíveis as combinações Preto, TAN e OD para ambos os modelos. Os modelos analisados foram gentilmente cedidos pela loja Greenstrikes, que os tem à venda pelo valor de €145, que nós considerámos francamente justo pela qualidade do conjunto.

Externos

Toda a atenção foi dada aos detalhes. Ambos os modelos têm as comuns miras dianteira e traseira com pintura branca para auxiliar a mirada, e o cano externo é em polímero, embora no modelo S18C venha incluído na embalagem um cano externo suplente em metal. No punho, além das gravuras da marca, encontramos uma textura agradável e bem concebida. Não me canso de dizer que estas réplicas têm um toque extremamente agradável ao tacto.

Ainda no punho, encontramos outra coisa pouco comum, mas de grande utilidade, que é uma furação onde se pode acoplar um fiador. Temos ainda disponível um rail inferior picatinny, onde se pode montar uma lanterna ou outro acessório. As maiores diferenças entre os modelos analisados são a corrediça perfurada no modelo S18C, uma vez que esta replica um modelo de tiro automático, e que carece de maior arrefecimento do cano, além da patilha de seleção de tiro colocada na parte traseira da arma, facto que corresponde à mesma necessidade. Nota final ainda para o extrator que, graças ao bem conseguido efeito de blowback, tem um funcionamento bastante realista.

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Pintura e trademarks

Sendo o aspecto externo uma das grandes mais-valias destes modelos, os trademarks não se ficam atrás, pecando apenas por não corresponderem à realidade da arma que lhes deu a forma. A pintura de base da corrediça em metal já de si denota bastante preocupação com a qualidade geral do conjunto, o que junto com a impressão a branco do modelo e do fabricante, demonstra com clareza que a Stark não se envergonha do modelo que produziu.

Resta acrescentar que, no modelo S17, está impresso no topo da corrediça o patch da Einsatzkommando Cobra, conhecida Unidade Tática de Operações Especiais Antiterrorismo austríaca, também conhecida como EKO Cobra, força esta equipada com o modelo replicado pela Stark-Arms. Na parte inferior encontramos ainda uma placa de metal com o número de série.

Funcionalidades

Uma das maiores diferenças já referidas entre os modelos em análise é a patilha de seleção de tiro na traseira da S18C, construída em metal e bastante acessível, mas que apenas peca por não ser ambidestra. O slide stop é funcional, deixando a corrediça presa atrás quando o carregador está vazio, e o gatilho incorpora uma patilha de segurança também ela funcional. Através das duas patilhas de slide lock, podemos desmontar a corrediça para ajuste de hop-up ou manutenção, mas isso não é uma tarefa fácil, já que as folgas são mínimas.

A Stark-arms garante ainda que estes modelos são compatíveis com todos os coldres quick-draw disponíveis no mercado.

Utilização

Como já foi referido, através das patilhas de slide lock conseguimos, mas apenas depois de algum esforço, separar a corrediça do corpo, tendo assim acesso à regulação da câmara de hop-up, esta de tipo Tokyo Marui, logo fácil de ajustar. O sistema de hop-up funciona muito bem e, com alguns ajustes, permite a ambos os modelos um tiro soberbo, muito acima da média do que estamos habituados, já que estamos perante um minúsculo cano de 97 milímetros.

Durante esta análise, consegui atingir várias vezes um alvo com 20 centímetros de diâmetro a uma distância de cerca de 30 metros, algo que está claramente acima daquilo para que as comuns pistolas são fabricadas. Nota positiva para a qualidade do tiro destas réplicas, que funcionam com todos os tipos de gás, embora existam alguns aspectos menos bons, destacando o tiro automático no modelo S18C que, apesar de ser simpático o facto de termos essa opção, pouco mais faz que uma nuvem de gás e um carregador inteiro de BB’s dispersado em todas as direções.

Em tiro semiautomático, ambas as armas funcionam muito bem, com um tiro seco, recuo elevado e uma boa potencia, quase sempre a rondar os 270 FPS. A guia de mola com afinação serve precisamente esse fim, permitindo ainda poupar algum gás. Como defeitos, além dos poucos referidos, noto ainda alguns encravamentos no momento de municiar a primeira BB, em que a corrediça por vezes não recolhe totalmente à posição inicial, algo que impede o simples disparo. A variação de potência também é algo elevada, chegando a atingir os 35 FPS, de disparo para disparo, algo que me indicou que a gestão de gás não é das melhores.

Ainda assim, os pontos positivos suplantam claramente os menos bons, pelo que eu próprio, mesmo não sendo particularmente apreciador deste modelo de arma, fiquei encantado com a soberba qualidade dos modelos S17 e S18C da Stark-Arms, já que juntam materiais e acabamentos muito cuidados a um preço extremamente competitivo. Além de terem, efetivamente, um tiro de fazer inveja!

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