Por Telmo Fonseca (Jornalista Visual)

De forma a escrever com honestidade sobre este desporto, acredito que o devemos experimentar em todos os aspectos que ele oferece. O Airsoft é um desporto recompensador, que promove a camaradagem a partir do momento em que entramos nele com elevado sentido de fairplay e respeito mútuo. Não obstante, devemos ter a mente aberta para as experiências diferentes que ele nos pode oferecer, sem partir do princípio que aquilo que gostamos é que corresponde ao que o Airsoft deve simbolizar para todos os demais.

De forma independente, ou com uma equipa, a construção da nossa “personagem” no Airsoft deve ser um dos pontos mais interessantes em toda a mística que advém de um desporto onde se reencenam conflitos armados. Ou seja, cada um de nós até pode ser o maior “ninja” operacional das redondezas, usando todas aquelas técnicas e tácticas do último filme da moda, mas criar a nossa personagem pessoal ao longo de anos e anos de diferentes campos, módulos, eventos ou especificações de um cenário específico pode ser a melhor experiência de todo o desporto.

A partir do momento em que vestimos o “kit” e entramos em campo, na realidade estamos a praticar “MilSim”.

Estamos literalmente a simular uma guerra, um combate ou um combatente durante algumas horas. Não é real, e no final do dia todos sabemos que vamos até casa tomar um banho e postar aquela grande fotografia que alguém nos tirou como um soldado virtual num combate virtual.

Ao vestir a pele da personagem, certamente que vão retirar muito mais gozo de tudo isto! Eu sei que eu próprio tenho tirado.

 

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